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Flica 2014 terá mesa em celebração a João Ubaldo Ribeiro

João-Ubaldo

Montagem Fernando ana e geraldo

Homem, baiano, escritor, jornalista, roteirista, membro da Academia Brasileira de Letras, pai… João Ubaldo Ribeiro, autor das obras Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto e A Casa dos Budas Ditosos, morreu em julho de 2014 e deixou um rico legado para a literatura mundial e saudades, especialmente para o povo brasileiro.

Nessa edição, a 4ª da Flica, ele seria um dos principais debatedores do evento. Mas, ainda que a morte tenha o separado fisicamente, a curadoria decidiu manter em celebração à sua obra, que permanece eterna, uma mesa especial, chamada Viva João Ubaldo Ribeiro.

O debate em tributo ao escritor acontecerá no dia 1º de novembro, sábado, às 20h, e terá a presença de amigos pessoais do artista: a professora, escritora e jornalista carioca, Ana Maria Machado; o poeta, letrista e escritor mineiro, Geraldo Carneiro; e, para mediar o bate-papo, o jornalista e escritor Fernando Vita, autor do livro Cartas anônimas – uma história hilária de intrigas, paixão e morte. O encontro contará ainda com a presença e uma fala de apresentação de Emília Roters Ribeiro, a filha mais velha de João Ubaldo.

O baiano de Itaparica ingressou no jornalismo em 1957, trabalhando como repórter no Jornal da Bahia, no qual chegou a ser editor-chefe. No ano seguinte, ao lado do cineasta Glauber Rocha, editou diversas revistas e jornais culturais e participou do movimento estudantil. Como escritor, ganhou o prêmio Camões de 2008 – maior premiação para autores de língua portuguesa.

Na Festa, os convidados se reúnem para, exatamente, discutir esse legado, seu talento e importância para a cultura nacional. Todos inteiramente gabaritados para tal desafio. O mineiro Geraldo Carneiro, por exemplo, compôs músicas interpretadas por Vinicius de Morais, Toquinho e Tom Jobim. Já a carioca Ana Maria Machado trabalhou 10 anos como jornalista na Rádio Jornal do Brasil e foi fundadora da primeira livraria infantil do país, em 1980. Em 2000, recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante de literatura infantil. Fernando Vita trabalhou no extinto Jornal da Bahia, no Jornal do Brasil e para as revistas Veja e IstoÉ; escreveu crônicas semanais para o jornal A Tarde; e, em 2006, com o romance Tirem a doidinha da sala que vai começar a novela, recebeu o Prêmio Braskem Cultura e Arte.

Durante cinco dias, de 29 de outubro a 2 de novembro, os moradores e visitantes de Cachoeira poderão vivenciar essa e outras incríveis experiências, como conhecer  grandes nomes do cenário cultural de várias partes do mundo – no caso do dramaturgo romeno Matéi Visniec e do brasileiro Márcio Meirelles. E ainda poder estar perto da homenageada do ano, Mãe Stella, que aos 89 é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá e tem publicados os livros E daí aconteceu o encanto, Meu tempo é agora, Òsòsi, o caçador de alegrias, Òwe-Provérbios, Epé Laiyé, terra viva, e Opinião.