Samba, jazz e performances alternativas na 4ª edição da Flica

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Montagem programação musicalDe samba com poesia à orquestra e reggae, a 4 ª edição da Flica traz atrações musicais das mais variadas desde a abertura, na noite de quarta-feira, 29, até o encerramento que acontece às 00h30 de domingo. São bandas e artistas consagrados na cidade sede da Festa – Cachoeira – na Bahia, no Brasil e no mundo, como o grupo Gêge Nagô, que além de ser responsável pela abertura do evento, participou do filme O milagre do Candyal, lançado recentemente na Espanha, no qual recepciona o músico cubano Bebo Valdez. O primeiro show acontece às 18h na Igreja da Ordem 1ª do Carmo. E às 20h, os participantes podem conferir a mesa de abertura da programação principal.

A partir de quinta-feira, 30, acontecem dois shows por noite. Às 22h, é a vez do grupo de jazz Afrobarroco Transcendental mostrar suas influências providas da sonoridade dos candomblés, aliadas à influência dos cânticos das Igrejas Barrocas. Fundada por Vinicius Freitas (saxofone e flauta), Mateus Aleluia (trompete e flugel horn) e Jota Anderson (baixo elétrico e acústico), a formação promete, a quem queira ver e ouvir, “uma experiência sensorial única”. Às 22h o ator Jackson Costa exibe sua arte na performance chamada A coisa, na qual interpreta poemas de várias épocas acompanhado por uma banda de música popular contemporânea, formada por sintetizador, teclado, guitarra, violão, baixo e percussão.

As orquestras filarmônicas Lyra Ceciliana e Minerva Cachoeirana se encontram às 22h de sexta-feira, 31, para um show especial. A primeira foi criada em 1870 na esteira dos movimentos pela libertação dos escravos no Brasil. Ainda hoje permanece nesta luta quando liberta dezenas de jovens humildes da falta de oportunidades, propiciando cerca de 50 jovens o acesso ao aprendizado da música como meio de crescimento pessoal e profissional. Da segunda, saem músicos que depois atuam em bandas militares e grupos musicais diversos.  Na mesma noite, às 23h20, o curador Sérgio Siqueira ao lado do autor Ricardo Bitencourt, dirigem um espetáculo chamado Do samba chula ao samba reggae, que consiste de música, poesia e dramaturgia, contando a história dos principais movimentos musicais da Bahia.

Para encerrar, sábado, 1º de novembro, recebe o grupo Samba de Criol²o às 22h, com o projeto Sambando na Poesia com intuito de valorizar poetas do recôncavo e fortalecer a literatura local.  Será uma apresentação em memória ao artista Damário da Cruz, poeta que, antes de falecer, participava da iniciativa litero-musical. Na sequência, a cantora Juliana Ribeiro mostra o poder de sua voz. Dona de uma aplaudida performance, ela surpreende quando faz da música um veículo de divulgação da sua pesquisa como historiadora e mestre em Cultura e Sociedade. Sua música engloba três séculos de canção, (XIX à XXI) contando a história do samba através de ritmos diversos como o Lundu, o Jongo, o Maxixe, os Sembas Angolanos, o Batuque e os Sambas-de-Roda – um estilo muito caraterístico da região, que nasceu no Recôncavo Baiano.

A última apresentação na 4ª edição da Flica – que este ano tem patrocínio da Oi, COELBA e Governo do Estado da Bahia, através do programa FazCultura – começa ao surgir do domingo. Às 00h30, a despedida fica por conta do grupo cachoeirano Samba de Roda Filhos do Caquende.

Confira abaixo a lista completa de atrações:

Quarta-feira (29/10)
Igreja da Ordem 1ª do Carmo
18h – Show de abertura
Grupo Gêge Nagô

Quinta-feira (30/10)
22h – Transcendental
23h20 – A Coisa (com Jackson Costa)

Sexta-feira (31/10)
22h – Encontro das Filarmônicas Lyra Ceciliana e Minerva Cachoeirana
23h20 – Show do Samba Chula ao Samba Reggae

Sábado (01/11)
22h – Samba de Criol²o (Sambando na Poesia – Homenagem a Damário da Cruz)
23h – Juliana Ribeiro
00h30 – Samba de Roda Filhos do Caquende