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Mesa 2 | 100 anos de Zélia Gattai

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Ao dois de julho nasce o sol. Nessa data, tão simbólica para a Bahia, nascia Zélia Gattai, o sol que iluminaria bem mais do que a vida de Jorge Amado, por ela retratado em oito livros de memórias, entre outras características como um baiano romântico e sensual, título de um deles. É de Zélia a luz mais bela e mais reveladora sobre as primeiras décadas do século XX em São Paulo, período épico, de todo decisivo para a formação de um Brasil urbano, interétnico e próspero. Tempo em que pessoalmente ainda não conhecera seu grande amor baiano.

 Se é conhecida também como esposa de Jorge, a recíproca é tão verdadeira quanto. A Casa do Rio Vermelho, hoje um museu cheio de vida e de registros preciosos, foi seu lar mais querido, habitado por quatro décadas de uma existência rica sobretudo de literatura e de fotografia, arte em que também era exímia. Foi ali que, mais do que dar-se à família, deu-se ao mundo. Em seu centenário, como será no bicentenário e adiante, o mundo tem mais motivos para fruir da luz que ela deixou. Ao dois de julho de 1916 nasceu um sol que jamais se porá.