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Mesa 6 | Histórias de humor sutil, micromundos familiares e fratura generalizada

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A Colômbia e o Brasil têm muito em comum, são o espelho mais nítido um do outro. Enquanto macromundos, têm em Vásquez e Prata cronistas interessados nesses conjuntos de vivências politicamente (des)organizados, contidos em fronteiras de traçado ibérico. As fraturas generalizadas de ambos macro-organismos merecem de cada um deles olhares equidistantes, de todo não comprometidos com palavras de ordem que encimam radicalismo e violência atávicos.

Uma boa jornada nos prometem tais diagnósticos pátrios análogos. Eles a percorrerão. Dirão sobre a linha imaginária que atravessa uma cidade única, conurbada, no alto Solimões, de um lado chamada Leticia, do outro Tabatinga (fronteira Brasil-Colômbia), o que há de um lado e de outro da linha.

Ao fazê-lo, estamos convictos que, no interior das fraturas e das linhas, dos macromundos, eles saberão exercitar o que os torna exímios: sutilezas, ironias, dramas de micromundos a habitar conchas incrustadas em rochedos e praias de tão imensas quanto tristes paisagens. Não se tratará de separar uma coisa e outra, mas de revelar o que há no interior, no vasto território habitado por seres-espelhos, diversos na identidade comum e vice-versa.